Visitando o Museu d’Orsay

França, Paris 0

Paris é conhecida como a cidade luz, mas também poderia ser conhecida como a cidade dos museus. A cidade tem uma infinidade de museus famosos, com grande acervo e importância histórica, e também museus não tão conhecidos, mas ainda assim muito interessantes. O Museu d’Orsay esta entre os mais conhecidos, visitados e bonitos museus de Paris.

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Em 1897, a Compagnie des Chemins de Fer d’Orleans, tendo como objetivo criar uma estação ferroviária na área central da cidade, adquire do Governo francês um grande terreno às margens do Sena, onde outrora ficava o Palácio d’Orsay, incendiado durante a Comuna de Paris*, em 1877. 

Crédito: Ricardo André Frantz (CC BY-SA 3.0), Commons Wikimedia.

A futura estação, bem no coração de Paris, próxima do Louvre e de frente para o Jardim des Tuileries, deveria ser digna de sua localização, exigindo dos arquitetos um edifício pomposo e elegante. Além disso, sua inauguração deveria coincidir com a inauguração da Exposição Universal de 1900, onde toda a atenção estaria voltada para a cidade. A obra ficou a cargo do renomado arquiteto Victor Laloux, que criou uma estação monumental juntamente com um luxuoso hotel para atender os visitantes. Estação e hotel logo se tornaram uma atração na cidade.

Wikimedia.Commons (CC BY-SA 3.0)

A ampliação da malha ferroviária parisiense ao longo das décadas fez com que a estação se tornasse obsoleta, perdendo a importância até ser fechada em 1973. A partir daí a questão era: o que fazer com o edifício?

DEMOLIR OU MUSEALIZAR?

Entrada do Museu d'Orsay, em Paris.

Foi por pouco, mas o destino da estação abandonada era a demolição. A ideia inicial era construir no local um novo hotel, moderno e luxuoso. Mas em 1977, o debate em torno da preservação do monumento fez com que o destino da estação fosse outro, um museu.

A reforma da estação começou em 1979, estendendo-se até 1986, ano de inauguração do d’Orsay. A proposta do museu era apresentar obras de arte de um período específico, entre 1848 e 1914, respeitando (e valorizando) a construção original da estação. 

Interior do Museu d'Orsay.

O museu têm três níveis (térreo, piso intermediário e piso superior) contando com aproximadamente 4.000 obras, divididas em pinturas, esculturas, artes gráficas, fotografias e artes decorativas. O acervo do museu vem de três fontes: O Louvre (obras de artistas nascidos depois de 1820), Musée Jeu de Paume (obras impressionistas) e o Musée National d’Art Moderne. 

Dentre o acervo do d’Orsay, encontraremos obras de grandes e consagrados artistas, tais como Boudin, Cézanne, Van Gogh, Courbet, Degas, Matisse, Renoir, Rodin, entre muitos outros. Dá para entender porque o d’Orsay é um dos museus mais visitados de Paris.

Algumas obras de destaque são:

O BAILE NO MOULIN DE LA GALETTE

O Baile do Moulin de la Galette, de Pierre-Auguste Renoir, Commons.Wikimedia.

O QUARTO EM ARLES

O quarto em Arles, de Van Gogh, Commons.Wikimedia. Existem mais duas versões dessa tela, uma no Museu Van Gogh e outra no The Art of Institute of Chicago.

O ATELIER DO ARTISTA

O Atelier do Artista, de Gustave Courbet, Commons.Wikimedia.

 

Relógio interno do Museu d'Orsay, um dos museu mais visitados de Paris.

A fila para entrar no d’Orsay costuma ser muito grande, uma dica para fugir das filas é o Paris Museum Pass (saiba mais aqui). Antigamente o d’Orsay não permitia fotos, mas agora elas são permitidas sem o uso de flash. 

MUSÉE D’ORSAY

1 Rue de la Légion d’Honneur (estação Solferino, metrô Linha 12 e estação Gare du Musée d’Orsay, Linha C do RER).

Horários: terças, quartas, sextas e sábados, das 09h30 às 18h00. Quartas-feiras das 09h30 às 21h45. Fechado às segundas.

Preço: 12 euros

SITE OFICIAL

*A Comuna de Paris foi uma tentativa de criação de um governo socialista em Paris através de uma revolta que destituiu o governo da cidade, logo após a rendição francesa na Guerra Franco-Prussiana. Esse governo durou aproximadamente setenta e dois dias, com o governo francês retomando o controle da cidade após forte repressão que resultou em mais de 20.000 mortes.


IMPORTANTE: Preços e horários podem mudar sem aviso prévio. Consulte SEMPRE os sites oficiais para não ter surpresas em sua viagem.

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    Umberto Oliveira

    Umberto Oliveira

    Olá, eu sou o Umberto. Historiador de formação, viajante por opção. Resolvi criar um blog para juntar essas duas paixões e compartilhar um pouco das minhas experiências. Preparados para viajar na história?

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