Paris, século IX. Na calada da noite, vários barcos ancoram às margens do rio Sena. Vários homens desembarcam com longos machados nas mãos, prontos para eliminar quem se interpor em seu caminho. Vindos das geladas terras da Escandinávia, esses malvados guerreiros conhecidos como “Vikings” vêm tocando o terror em terras francesas. Eles aprenderam que, navegando pelo Sena, encontrarão inúmeras cidades e vilarejos prósperos, e com praticamente nenhuma defesa, um alvo fácil para esses corajosos guerreiros. Isso porque os Francos, os senhores da região, estão sempre em guerra, e por isso não dispõem de recursos para combater os invasores. Essa cena, Paris sendo atacada pelo rio Sena, se repetiu, do século IX ao século XII, várias vezes. Foi quando o rei Felipe Augusto, disposto a dar um basta nessa situação, resolveu fazer uma série de reformas para aumentar a segurança da cidade. Uma antiga fortaleza franca (Loewer no idioma Franco antigo) é ampliada, e uma nova muralha é construída. A fortaleza se tornará castelo, o castelo se tornará palácio, e o palácio se tornará museu.

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