Para muitos brasileiros, Saint-Denis é sinônimo de tristeza e desapontamento, pois foi nessa pequena cidade ao norte de Paris onde aconteceu a final da Copa do Mundo de 1998, com a vitória dos franceses – de goleada –sobre a Seleção Brasileira. Curioso o fato de que o primeiro título mundial da França tenha sido conquistado em um dos locais de maior importância na representação da história francesa. Saint-Denis, além de sede do moderno Stade de France, também é a sede de uma antiga basílica que homenageia o primeiro bispo de Paris, e onde boa parte da história da França pode ser contada através das inúmeras tumbas nela contidas. Vamos viajar na história da França?

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Paris é conhecida como a cidade luz, mas também poderia ser conhecida como a cidade dos museus. A cidade tem uma infinidade de museus famosos, com grande acervo e importância histórica, e também museus não tão conhecidos, mas ainda assim muito interessantes. O Museu d’Orsay esta entre os mais conhecidos, visitados e bonitos museus de Paris.

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Estando em frente a Catedral de Notre-Dame, é quase impossível não olhar para o alto das torres e procurar pelo corcunda. A triste história de Quasímodo (o corcunda) e seu amor pela bela cigana Esmeralda é conhecida no mundo todo através da obra do escritor francês Victor Hugo, Notre-Dame de Paris. Como cenário principal de sua obra, o autor escolheu uma catedral majestosa, antiga e imponente, testemunha de fatos importantes na história de Paris. Não foi por acaso que Victor Hugo escolheu Notre-Dame. A catedral foi símbolo do poder da realeza francesa e da religião católica, e apesar disso, encontrava-se em um péssimo estado de conservação. A repercussão da obra de Victor Hugo chamou a atenção para a importância da preservação da catedral, possibilitando sua sobrevivência, imponente, até os dias de hoje.

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Paris, século IX. Na calada da noite, vários barcos ancoram às margens do rio Sena. Vários homens desembarcam com longos machados nas mãos, prontos para eliminar quem se interpor em seu caminho. Vindos das geladas terras da Escandinávia, esses malvados guerreiros conhecidos como “Vikings” vêm tocando o terror em terras francesas. Eles aprenderam que, navegando pelo Sena, encontrarão inúmeras cidades e vilarejos prósperos, e com praticamente nenhuma defesa, um alvo fácil para esses corajosos guerreiros. Isso porque os Francos, os senhores da região, estão sempre em guerra, e por isso não dispõem de recursos para combater os invasores. Essa cena, Paris sendo atacada pelo rio Sena, se repetiu, do século IX ao século XII, várias vezes. Foi quando o rei Felipe Augusto, disposto a dar um basta nessa situação, resolveu fazer uma série de reformas para aumentar a segurança da cidade. Uma antiga fortaleza franca (Loewer no idioma Franco antigo) é ampliada, e uma nova muralha é construída. A fortaleza se tornará castelo, o castelo se tornará palácio, e o palácio se tornará museu.

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Embora tenha feito parte do Império romano por mais de cinco séculos, Paris não possui muitos vestígios romanos. A maior parte das construções romanas não resistiu ao rigor do tempo, ou às depredações e reutilizações. Um dos poucos vestígios remanescentes pode ser encontrado na margem esquerda do Sena, no 5eme Arrondissement (uma espécie de divisão administrativa, como um distrito).

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